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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Cora Coralina

 

Ana Lins dos Guimarães Peixoto, poetisa e contista brasileira. publicou seu primeiro livro já aos 75 anos. Tornou-se uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional. Natural de Goiás, nasceu em 20 de agosto de 1889. Pai desembargador, nomeado por D. Pedro II. Cursou até a terceira série do primário, mas, aos 14 já escrevia poemas e contos. No jornal “A Rosa”, criado por amigas, publica suas obras. Em 1910 com o pseudônimo Cora Coralina, publica o conto "Tragédia na Roça". Com seu companheiro, advogado divorciado, vai morar em Avaré, interior de São Paulo. Convidada para a Semana de Arte Moderna, ele a impede de ir. Em 1934, morre seu companheiro, e ela sustenta os quatro filhos, com sua produção de doces, embora continuasse a escrever. Dizia que seus doces cristalizados, eram melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Vai para São Paulo, vende livros. Muda-se para Andradina, escreve para o jornal da cidade. Em 1951 candidata-se a vereadora, passados cinco anos, volta para sua cidade natal. Aos 70 anos, decide aprender datilografia e passa suas poesias e poemas as editoras. Aos 75 publica o primeiro livro "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1970, toma posse da cadeira nº. 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Em 1976, lança seu segundo livro "Meu Livro de Cordel", e a partir de 1980, o grande público, passa de fato a saber quem é Cora Coralina, principalmente pelos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade. Nos últimos anos de sua vida, com sua obra reconhecida participa de conferências e programas de TV. Recebe o título de Doutor Honoris Causa da UFG, e o "Prêmio Juca Pato", como intelectual do ano de 1983, com o livro “Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha”. Em 1984 ocupa a cadeira nº38 da Academia Goiânia de Letras. Cora Carolina, escreveu sobre seu tempo e sobre o futuro, enfatizando a realidade das mulheres dos anos de 1900. Faleceu em Goiânia, no dia 10 de abril de 1985. Em 2002, a cidade de Goiás marcada pela arquitetura dos séculos XVIII e XIX, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela Unesco. A casa onde morou é hoje o museu da escritora. Demais obras: Estórias da Casa Velha da Ponte, contos, 1985;Os Meninos Verdes, infantil, 1980;Tesouro da Casa Velha, poesia, 1996 (obra póstuma);A Moeda de Ouro Que um Pato Engoliu, infantil, 1999 (obra póstuma);Vila Boa de Goiás, poesia, 2001 (obra póstuma);O Pato Azul-Pombinho, infantil, 2001 (obra póstuma). 


 

terça-feira, 7 de julho de 2020

Giosuè Carducci

Giosuè Carducci  poeta italiano, nasceu em 27 de julho de 1835 em Val di Castello, na Toscana. Foi o primeiro italiano a receber o 7º Nobel de Literatura em 1906. Precoce, aos 14 anos ensaia poema épico em oitavas, traduz em tercetos, canto IX da Ilíada, e dois sonetos “A Minha Mãe” e “A Vida”. Cursou universidade em Pisa. Aos 25 anos,  já ocupava a cátedra de literatura italiana da Universidade de Bolonha. Professor durante meio século. Crítico e polêmico, viveu em um século bastante rico em acontecimentos. Destarte sua produção crítica repercutir menos que a poética, esteve à frente do grupo do Appendice, poetas que entendiam o classicismo pelo exemplo e não apenas pela polêmica e dessas suas preocupações humanísticas e ideológicas, publicou as coletâneas “Juvenilia”. Marcantes os versos em “Rimas”, obra de exaltação ao espírito italiano. Perdeu o irmão que se suicidou  e dois anos depois o pai. Casa-se no ano seguinte e teve 4 filhos. Dante um dos filhos, morreu aos 3 anos de idade, quase junto a morte da mãe do poeta. Foi deputado e já senador, quiçá  seus 55 anos, assume uma postura menos radical e, até aceita o regime monarquista. Conhecido em toda a Europa, sem sair de Toscana, seu conhecimento do estrangeiro e mesma da própria Itália, foi livresco. Em sua obra se nota pouco de sua autobiografia, confidências. Homem de pouca paixão ou tentado pelo amor, se contentou mais a cantar a glória dos seus escritores preferidos a quem  amava e venerava. Diferente dos poetas que desdenhava o labor técnico, em “Odes Bárbaras”, fez da arte dos versos poesia, sendo considerada sua obra-prima.  Faleceu aos 71 anos, em 16 de fevereiro de 1907 em Bologna.

sábado, 27 de junho de 2020

Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, no dia 27 de junho de 1908, escritor, novelista, romancista, e contista. Um dos mais importantes escritores brasileiros do modernismo. Precoce, estudou francês, alemão, holandês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, russo, latim e grego. Aos 21 inicia seus primeiros contos. Aos 22 anos, forma-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, e casa-se com Lígia Cabral Penna, com quem teve duas filhas. Foi oficial médico do 9º Batalhão de Infantaria. Em 1934, ingressa para a carreira diplomática. Suas obras, ambientadas em grande parte no sertão brasileiro. Na linguagem, inovou pela influência de ditos populares e regionais. Erudito, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas. A obra de maior destaque, e a mais premiada, é "Grande Sertão Veredas"
, publicada em 1956, foi traduzida para diversas línguas. Patrono da cadeira nº 2 na Academia Brasileira de Letras, tomou posse três dias antes de morrer, e curiosamente, em seu discurso destaca o tema da morte: ... “Choras os que não devias chorar. O homem desperto nem pelos mortos nem pelos vivos se enluta" ... “ A gente morre é para provar que viveu. Só o epitáfio é fórmula lapidar...”, “...As pessoas não morrem, ficam encantadas.” Fez parte da terceira geração modernista, chamada de "Geração de 45" e afirmava: “Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente.” Nas suas frases o tema morte era uma constante: “Quando eu morrer, que me enterrem na beira do chapadão, contente com minha terra, cansado de tanta guerra, crescido de coração.” “Ah, acho que não queria mesmo nada, de tanto que eu queria só tudo. Uma coisa, a coisa, esta coisa: eu somente queria era - ficar sendo!”. Estava no auge da carreira de escritor e diplomata, quando faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 1967, aos 59 anos, vítima de infarto.

Algumas de suas obras:
Magma (1936)
Sagarana (1946)
Com o Vaqueiro Mariano (1947)
Corpo de Baile (1956)
Grande Sertão: Veredas (1956)
Primeiras Estórias (1962)
Campo Geral (1964)
Noites do Sertão (1965)

Alfred Bernhard Nobel


O único autor de língua portuguesa laureado com o Nobel de Literatura foi José Saramago em 1998. A Fundação Nobel, criada em 29 de junho de 1900, desde 1902 através de um comitê, cinco membros eleitos pela academia Sueca, indicam os laureados e os prêmios que são entregues em cerimônia anual em 10 de dezembro, aniversário da morte de Nobel, pelo Rei da Suécia e o Nobel da Paz é entregue em Oslo, na Noruega. A França detém o maior número de laureados. Na América do Sul, Gabriela Mistral em 1954, Pablo Neruda em 1971, Gabriel Garcia Marques em 1982, Mario Vargas Llosa em 2010 receberam o prêmio. Já houve quem não quisesse receber, mas, a academia os mantém na lista de laureados e de mais de uma pessoa agraciada. Em sete anos o prêmio não foi concedido. Alfred Bernhard Nobel nasceu em 21 de outubro de 1833 em Estocolmo, na Suécia. Iniciou os estudos em seu país, e acompanhou seu pai, engenheiro, em São Petersburgo, na Rússia, na fábrica de nitroglicerina. Químico aos 16 anos, falava além do sueco, russo, inglês, francês, e alemão. Na França fez sua especialização, trabalhou nos EUA, e voltou a São Petersburgo, na tentativa de aperfeiçoar a nitroglicerina líquida, inventada pelo italiano Ascanio Sobrero, mas a fábrica faliu e  voltou à Suécia, para trabalhar na fabricação de explosivos à base de nitroglicerina líquida, e perde o irmão caçula acidentado com a substância.  O governo o proíbe de reconstruir a fábrica. É, tido como "cientista louco", mas, mantém a pesquisa para minimizar o perigo do manuseio, resultando na dinamite e no detonador e ainda  cria um explosivo mais potente, a nitroglicerina gelatinizada. Fica milionário com patentes e a exploração de poços petrolíferos na Rússia, mas, sem filhos e abalado com seus inventos para fins bélicos, deixa parte de seus bens para a fundação, e estipula um prêmio anual para o desenvolvimento da paz no mundo, nas áreas de química, física, literatura, medicina e da própria paz. Alfred Bernhard Nobel morreu em San Remo, Itália, em 10 de dezembro de 1896, de derrame cerebral. Nos próximos feeds escreverei sobre estes e mais autores literários que receberam o Nobel de Literatura. Até lá!

terça-feira, 23 de junho de 2020

Joaquim Manuel de Macedo

Joaquim Manuel de Macedo, poeta, romancista, jornalista, professor, teatrólogo e memorialista, nasceu em Itaboraí, RJ, em 24 de junho de 1820. Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. No mesmo ano publicou “A Moreninha”, propiciando-lhe enorme fama. Não exerceu a profissão de médico, se seduziu pelo magistério, foi ser professor de História no Colégio Pedro II, e dos netos do Imperador Pedro II. Foi Conselheiro Diretor da Instrução Pública, fundou e foi orador oficial do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Foi deputado em várias legislaturas. Como memorialista, escreveu “Memórias da Rua do Ouvidor” e “Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro”, com estilo simples descreveu a vida carioca na segunda metade do século XIX, com ênfase nos costumes e da vida familiar. Patrono da cadeira nº. 20 da Academia Brasileira de Letras. Até então a prosa literária começara no Brasil com os folhetins e traduções de folhetins franceses, publicados em capítulos nos jornais, as histórias que faziam sucesso eram lançadas em livros, a partir daí surgiram autores brasileiros, sendo ele um dos fundadores do romance brasileiro, considerado em vida uma das maiores figuras da literatura contemporânea e com o romantismo, nasce a prosa de ficção brasileira, em 1844 com o romance “A Moreninha”, uma crônica do seu tempo, com linguagem simples, trama fácil, descreve os costumes da classe burguesa do império, os saraus familiares, os namoros de estudantes,  enfim os costumes da sociedade carioca, suas festas, tradições, as intrigas de amor e mistério, casamento, final feliz com a vitória do amor. Ao que tudo indica, parece que a heroína do livro se trata da namorada, e de sua futura mulher, Maria Catarina de Abreu Sodré, prima-irmã de Álvares de Azevedo. Ao final da vida, Manuel de Macedo, sofreu de decadência das faculdades mentais, falecendo antes de completar 62 anos, no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1882.

Obras
Romance
A Moreninha, 1844
O Moço Loiro, 1845
Os Dois Amores, 1848
Rosa, 1849
Vicentina, 1853
O Culto do Dever, 1865
O Forasteiro, 1856
A Luneta Mágica, 1869
As Vítimas Algozes, 1869
O Rio do Quarto, 1869
As Mulheres de Mantilha, 1870
A Namoradeira, 1870
Teatro
O Cego, 1849
O Fantasma Branco, 1856
O Primo da Califórnia, 1858
Luxo e Vaidade, 1860
Remissão de Pecados, 1870
Poesia
A Nebulosa, 1857
Memória
Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro, 1862,63
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Lygia Fagundes Telles



Lygia Fagundes Telles, advogada, romancista e contista.  Lygia de Azevedo Fagundes, nasceu em São Paulo, em 19 de abril de 1923. Filha de promotor público, e mãe pianista, desde cedo demostrou interesse pelas letras. Aos oitos anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu 5 anos. De volta a São Paulo, ingressou na Escola Superior de Educação Física, e aos 18 fez em paralelo o curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco. Colaboradora de dois jornais vinculados à Academia de Letras da Faculdade passou a frequentar locais em que se reuniam diversos literatos, onde conheceu Mario e Oswald de Andrade. Seu pai financiou seu primeiro livro de contos, “Porão e Sobrado”, o sucesso se repetiu com “Praia Viva”. Aos 24, casou-se com um de seus professores de Direito com quem teve um filho. Separou-se 3 anos depois, para casar-se com um crítico de cinema. A seguir escreveu “O Cacto Vermelho” e seu primeiro romance, “Ciranda de Pedra”, publicado em 1954, tornando-a nacionalmente conhecida. Em 1973, o romance "As meninas” foi transformado em filme em 1995. Em 1987, tomou posse da cadeira número 16 da Academia Brasileira de Letras. Muitos livros da escritora foram publicados em outros países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Suécia, Estados Unidos, dentre outros. Em 2000, publicou o livro “Invenção e Memória”,  considerado por ela como seu melhor livro, disse: "Sou como as mães em relação a seus filhos: o caçula é sempre o que recebe mais atenção."  Em 2012 publicou “Um Coração Ardente”, e em 2016, foi indicada ao Prêmio Nobel de Literatura. Lygia se diz influenciada por Machado de Assis especialmente por sua "ambiguidade, o texto enxuto, a análise social e a ironia fina, tendo ela realizado a adaptação para o cinema do romance Dom Casmurro, intitulado Capitu. Lygia Fagundes Telles é  conhecida como "a dama da literatura brasileira" e "a maior escritora brasileira viva".

Algumas Obras
Contos
Porão e sobrado (1938)
Antes do Baile Verde (1970)
Seminário dos Ratos (1977)
Mistérios (1981)
Invenção e Memória (2000)
Romances
Ciranda de Pedra (1954)
Verão no Aquário (1964)
As Meninas (1973)
As horas nuas (1989)
A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995
Invenção e Memória, contos, 2000
Biruta, contos, 2004
Histórias de Mistérios, contos, 2004
Conspiração de Nuvens, contos, 2007
Passaporte para a China, contos, 2011

Frases:
Tentei ser moderna, mas não deu. É sensual a relação que tenho com minha máquina de escrever.”
“Não acho maravilhoso envelhecer. A gente envelhece na marra, porque não há mesmo outro jeito, já fui a tantas estações de águas, já bebi de tantas fontes – onde a Fonte da Juventude, onde?”
“Sabendo interpretar o que lê, o estudante organiza as ideias e produz bom texto. O resto é conversa, falsa teoria.”
“Tão difícil a vida e seu ofício. E ninguém ao lado para receber a totalidade dos seres humanos, isso nos últimos anos da sua vida sem muita ilusão...”
“Quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas às vezes tenho essa necessidade voraz de me libertar de todos.”
“A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.”


Ariano Suassuna




Adriano Suassuna, poeta, advogado, dramaturgo, romancista, advogado, ensaísta e professor. Ariano Vilar Suassuna nasceu na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927. Durante a Revolução de 1930, seu pai, ex-governador da Paraíba e então deputado federal, foi assassinado por motivos políticos, no Rio de Janeiro. Foi radicalmente contra a mudança do nome da cidade onde nasceu, para João Pessoa, nome em homenagem ao governador que também teve morte semelhante. Em Recife, terminou os estudos secundários e ingressou na Faculdade de Direito, formando-se em Ciências Jurídicas e Sociais. Fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Escreveu sua primeira peça “Uma Mulher Vestida de Sol”. Em 1955, escreveu o “Auto da Compadecida”, numa visão cristã, sem discussões teológicas, onde denunciou o preconceito, a corrução e a hipocrisia, sendo conhecido em todo o país, adaptada para a TV e cinema. Funda o Teatro Popular do Nordeste, e monta as peças “Farsa da Boa Preguiça”, e “A Caseira e a Catarina”, dedicando-se às aulas de Estética na UFPE, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Com o “Movimento Armorial, e consegue juntar nomes expressivos da música erudita nordestina ao movimento. Com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial”, uma exposição de gravura, pintura e escultura, tenta despertar as artes do país. Construiu em São José do Belmonte, um santuário ao ar livre, com 16 esculturas de pedra, de 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, padroeiro do município. Teve a obra inédita e póstuma publicada em 2017, “A Ilumiara – Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores”, onde sua família, reunindo os escritos que Suassuna levou trinta anos para escrever, é dividida em dois volumes, “O Jumento Sedutor” e “O Palhaço Tetrafônico” considerada seu "testamento literário", finalizada pouco antes de sua morte. Dizia: Nessa nova obra, estou tentando fundir o dramaturgo, o romancista e o poeta num só. Por isso a considero como minha obra definitiva. Ariano morreu no dia 23 de julho de 2014 no Recife, vítima de uma parada cardíaca.

Obras
Uma mulher vestida de Sol (1947)
Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa (1948)
Os homens de barro (1949)
Auto de João da Cruz (1950)
Torturas de um coração (1950)
O arco desolado (1952)
O castigo da soberba (1953)
O Rico Avarento (1954)
Auto da Compadecida (1955)
O casamento suspeitoso (1957)
O santo e a porca (1957)
O homem da vaca e o poder da fortuna (1958)
A pena e a lei (1959)
Farsa da boa preguiça (1960)
A Caseira e a Catarina (1962)
As conchambranças de Quaderna (1987)
Fernando e Isaura (1956, inédito até 1994)
Romance
A História de amor de Fernando e Isaura (1956)
O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971)
História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana (2015)
A Ilumiara – Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores (2017) – póstuma
Poesia
O pasto incendiado (1945-1970)
Ode, (1955)
Sonetos com mote alheio (1980)
Sonetos de Albano Cervonegro (1985)
Poemas (antologia) (1999)
Os homens de barro (1949)



segunda-feira, 1 de junho de 2020

Gonçalves Dias


Gonçalves Dias, poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro. Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, no Maranhão, em 10 de agosto de 1823.  Romantizou o tema índio e foi grande poeta indianista da 1ª Geração Romântica e um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras. Na infância ajudou seu pai, comerciante português, e teve aulas particulares. Com 15 anos viajou para Coimbra e ingressou no Colégio das Artes, onde concluiu o curso secundário e dois anos depois, entrou para a Universidade de Direito de Coimbra, formando-se em Direito. No período em que lá esteve conheceu, dentre outros, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho e escreveu a maior parte de suas obras, inclusive a famosa “Canção do Exílio”. Aos 22, já formado, retornou para o Maranhão, e em 1846 foi morar no Rio de Janeiro para integrar-se ao meio literário, conseguindo sucesso e reconhecimento do público, quando publicou “Primeiros Cantos”, Ao apresentar o livro, confessou, ter dado o nome, para que não fossem as últimas, tanto que dois anos depois, publica "Segundos Cantos".
Aos 26 anos, é nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II e escreveu para jornais e revistas, e cria a Revista Literária Guanabara. Antes de regressar ao Maranhão, publica o livro, “Últimos Cantos", e no seu estado natal, se apaixona, mas, não tem o consentimento da família dela para se casar por ser mestiço.  Mais tarde casa-se com outra pessoa. Exercendo o cargo de oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros, vai  à Europa diversas vezes e em 1854, em Portugal, encontra-se com a primeira amada, já casada, que o inspirou a escrever o poema "Ainda Uma Vez — Adeus!". Retorna em 1862 à Europa para tratamento de saúde. Sem resultados embarca de volta no navio francês Ville de Boulogne no dia 10 de setembro de 1864, que naufraga próximo do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão, vindo a falecer no dia 3 de novembro de 1864.

Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde Canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Obras de Gonçalves Dias
Beatriz Cenci, teatro, 1843
Canção do Exílio, 1843
Patkull, teatro, 1843
Meditação, 1845
O Canto do Piaga, 1846
Primeiros Cantos, 1847
Leonor de Mendonça, 1847
Segundos Cantos, 1848
Sextilhas do Frei Antão, 1848
Últimos Cantos, 1851
I - Juca Pirama, 1851
Cantos, 1857
Os Timbiras,1857 (inacabado)
Dicionário da Língua Tupi, 1858
Liria Varia, 1869, obra póstuma)
Canção do Tamoio
Leito de Folhas Verdes
Marabá
Se se Morrer de Amor
Ainda Uma Vez 
Seus Olhos
Canto de Morte
Meu Anjo, Escuta
Olhos Verdes
O Canto do Guerreiro
O Canto do Índio
Se Te Amo, Não Sei


Jorge Amado

Jorge Amado, escritor,  um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, o autor mais adaptado do cinema, teatro e televisão.  Sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra.  Jorge Leal Amado de Faria, nasceu a 10 de agosto de 1912, na Bahia. A família mudou-se para Ilhéus quando tinha um ano de idade.  Deixaram a fazenda para se estabelecer em Ilhéus, face a varíola. Viveu ali a maior parte da infância, e serviu de inspiração para vários romances. Em Salvador cumpriu os estudos, trabalhou em jornais, iniciou a vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes. Aos 19, publicou “O País do Carnaval”, seu primeiro romance. Casou-se dois anos depois, e teve uma filha, e no mesmo ano publicou o romance, “Cacau”. Aos 23, no Rio de Janeiro, formou-se em Direito na Faculdade Nacional de Direito, sendo que nunca exerceu a profissão. Do partido comunista, cuja ideologia esteve presente em várias obras, como a retratação dos moradores do trapiche baiano em Capitães da Areia, de 1937. Teve de exilar-se na Argentina e no Uruguai. Viajou pela América Latina e no retorno separou-se. Eleito em 1945 deputado federal, membro da Assembleia Nacional Constituinte, pelo PCB - Partido Comunista Brasileiro, o autor da lei, que assegura o direito à liberdade de culto religioso e da emenda que garantia direitos autorais, casando-se nesse mesmo ano,   com Zélia Gattai e dois anos depois nasceu o primeiro filho do casal. Com o PCB declarado ilegal, Jorge Amado exilou-se com a família na França, onde ficou até 1950, sendo de lá expulso. No ano anterior, morreu no Rio de Janeiro sua filha do primeiro casamento. Nos dois anos seguintes, viveu em Praga, onde nasceu a segunda filha do casal. Retornando ao Brasil em 1955 deixou a militância política, mas, não o vínculo com o PCB, mas, em 1995, já descrente dos resultados práticos do comunismo, deixa o Partido Comunista Brasileiro, com fortes críticas à ideologia, dedicando-se inteiramente à literatura, foi eleito em 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é José de Alencar e o primeiro ocupante Machado de Assis. Seus livros traduzidos para 49 idiomas, com exemplares em braile e em formato de audiolivro. Seu estilo,  o romance ficcional, não possui paralelo no Brasil. Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prémio Camões, sendo uma das mais significativas da moderna ficção brasileira, voltada essencialmente às raízes nacionais, com temas como: as injustiças sociais, o folclore, a política, as crenças, as tradições e a sensualidade do povo brasileiro. Faleceu  em Salvador, em 6 de agosto de 2001, devido a uma parada cardiorrespiratória.  Cremado, suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, no dia em que completaria 89 anos. Hoje, funciona no local a Casa do Rio Vermelho, expondo lembranças da vida do casal de escritores.

Obras:
O País do Carnaval, romance (1931)
Cacau, romance (1933)
Suor, romance (1934)
Jubiabá, romance (1935)
Mar morto, romance (1936)
Capitães da areia, romance (1937)
A estrada do mar, poesia (1938)
ABC de Castro Alves, biografia (1941)
O cavaleiro da esperança, biografia (1942)
Terras do Sem-Fim, romance (1943)
São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)
Bahia de Todos os Santos, guia (1944)
Seara vermelha, romance (1946)
O amor do soldado, teatro (1947)
O mundo da paz, viagens (1951)
Os subterrâneos da liberdade, romance (1954)
Gabriela, cravo e canela, romance (1958)
A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1959)
Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, romance (1961)
Os pastores da noite, romance (1964)
O Compadre de Ogum, romance (1964)
Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)
Tenda dos milagres, romance (1969)
Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infanto juvenil (1976)
Tieta do Agreste, romance (1977)
Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979)
Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)
O menino grapiúna, memórias (1981)
A bola e o goleiro, literatura infantil (1984)
Tocaia grande, romance (1984)
O sumiço da santa, romance (1988)
Navegação de cabotagem, memórias (1992)
A descoberta da América pelos turcos, romance (1994)
O milagre dos pássaros, fábula (1997)
Hora da Guerra, crônicas (2008

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Paulo Leminski


Paulo Leminski, escritor, professor, poeta, e crítico literário.  Paulo Leminski Filho nasceu em Curitiba, Paraná, em 24 de agosto de 1944 . Desde criança chamou a atenção pela intelectualidade. Devido a sua cultura e genialidade, inventou um jeito só seu de escrever poesia. Seus poemas brincavam com ditos populares, trocadilhos, eram breves, e abusava das gírias e palavrões,  de maneira excitante e agradável, quiçá, da influência da cultura japonesa, o haicai,  “hai = brincadeira, gracejo e kai = harmonia, realização. Com quatorze anos, ficou um ano no Mosteiro de São Bento em SP. Aos dezessete se casou. O casamento durou 7 anos. Aos 20 estreou com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari,  porta-voz da poesia concreta paulista. Aos  21  tornou-se professor de História e de Redação, e também professor de judô, chegou a faixa preta. Aos 22 classificou-se 1º lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna. Casou-se de novo em 1968 e o casal, foi morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma comunidade hippie, deixou a comunidade após nascer o primeiro, que morreu aos dez anos, vítima de um linfoma, mas, tiveram duas meninas. Em 1970 mudaram-se  para o Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para ser diretor de criação e redator publicitário,  criando habilidade de letrista e músico, suas letras  maleáveis e aparentemente ingênuas se encaixou, a música popular internacional, a Jovem Guarda e ao Tropicalismo. Muitos o consideravam  um poeta de vanguarda, ao aderir à contracultura, enquanto outros, como da geração de poetas marginais. Traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra “Catatau”. Falava inglês, francês, latim, grego, japonês e espanhol. Músico e letrista, recebia em sua casa diversos artistas para realizar parcerias:  Caetano Veloso, o grupo A Cor do Som,  Moraes Moreira,  Gilberto Gil,  Toninho Vaz, e outros o que lhe deu uma discografia rica e variada. Foi colunista do Jornal de Vanguarda, apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes. Estudioso da língua e cultura japonesas, publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência de  cirrose hepática.

Algumas de suas obras:
Quarenta clics em Curitiba. Poesia e fotografia, com o fotógrafo Jack Pires.
Curitiba, Etecetera
Polonaises
Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase.
Tripas.
Caprichos e relaxos.
Um milhão de coisas.
Distraídos Venceremos.
La vie en close.
Winterverno .
Szórakozott Gyozelmunk (Nossa Senhora Distraída) 
O ex-estranho.
Aviso aos náufragos.
Obra em prosa
Catatau 
Agora é que são elas 
Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego 
Paulo
Descartes com lentes 
Biografias e ensaios 
Cruz e Souza..
Matsuó Bashô.
Jesus
Trotski: a paixão segundo a revolução.
Vida

Produção musical
1981- Verdura - Caetano Veloso no disco Outras palavras
1981- Mudança de estação -A cor do Som no disco Mudança de estação
1981- Valeu - Paulinho Boca de Cantor no disco Valeu
1982- Se houver céu - Paulinho Boca de Cantor no disco Prazer de viver
1982- Razão - A Cor do Som no disco Magia tropical
1990- Verdura - Blindagem no disco Blindagem
1990- Se houver céu - Blindagem no disco Blindagem
1993- Mãos ao alto - Edvaldo Santana no disco Lobo solitário
1994- Luzes - Susana Sales no disco Susana Sales
1996- Mudança de estação - A cor do Som no disco Ao vivo no circo
Gravações em parceria (Letras de Paulo Leminski e música dos parceiros)
1976- Festa Feira - com Celso Loch no disco MAPA - Movimento de Atuação Paiol
1982- Promessas demais - com Moraes Moreira e Zeca Barreto, gravação por Ney Matogrosso
1982- Baile no meu coração - com Moraes Moreira 
1982- Decote Pronunciado - com Moraes Moreira e Pepeu Gomes
1982- Pernambuco Meu - com Moraes Moreira
1983- Sempre Ângela - com Moraes Moreira e Fred Góes 
1983- Teu Cabelo - com Moraes Moreira 
1983- Oxalá - com Moraes Moreira 
1984- Mancha de Dendê não sai - com Moraes Moreira 
1984- Milongueira da Serra Pelada, O Prazer do Poder, Circo Pirado, Xixi nas estrelas, Cadê Vocês?, Coração de Vidro, Frevo Palhaço, Viva a Vitamina com Guilherme Arantes
1985- Alma de Guitarra - com Moraes Moreira 
1985- Vamos Nessa - com Itamar Assumpção
1986- Desejos Manifestos - com Moraes Moreira e Zeca Barreto 
1986- Morena Absoluta - com Moraes Moreira
1988- UTI - com Arnaldo Antunes
1990- Oração de um Suicida -com Pedro Leminski
1990- Sou legal eu sei - com Ivo Rodrigues
1990- Não posso ver - com Ivo Rodrigues
1990- Palavras - com Ivo Rodrigues
1990- Hoje - com Ivo Rodrigues
1990- Marinheiro 
1990- Quanto tempo mais - com Ivo Rodrigues 
1990- Legião de anjos - com Ivo Rodrigues
1991- Lêda - com Moraes Moreira 
1991- Morena Absoluta - com Moraes Moreira 
1992- Polonaise - com José Miguel Wisnik
1992- Subir Mais - com José Miguel Wisnik 
1993- Alles Plastik - com Carlos Careqa 
1993- Freguês Distinto - com Edvaldo Santana 
1993- Custa nada sonhar - com Itamar Assumpção
1994- Polonaise - com José Miguel Wisnik na trilha sonora do filme Ed Mort
1995- O Deus - com Edvaldo Santana e Ademir Assunção
1996- Filho de Santa Maria - com Itamar Assumpção, gravado por Zizi Possi
1997- Lua no Cinema - com Eliakin Rufino
1997- Lêda - com Moraes Moreira
1997- Mancha de dendê não sai - com Moraes Moreira
1998- Legião de Anjos - com Ivo Rodrigues
1998- Rapidamente - com Ivo Rodrigues
1995- Filho de Santa Maria - com Itamar Assumpção
1995- V. de Viagem - com Banda Beco
1995- Peso da Lua - com Banda Beco
1998- Além Alma - com Arnaldo Antunes 
1998- Dor Elegante - com Itamar Assumpção
2001- Polonaise II - com Anna Toledo
2001- A palmeira estremece - com Guca Domenico
2004- Isto - com Carlos Careqa
2007 - Além Alma - com Cassyano Correr
Literatura infanto-juvenil
Guerra dentro da gente
A lua foi ao cinema

terça-feira, 5 de maio de 2020

Mário Quintana


Mario Quintana, o “poeta das coisas simples”. Escritor, jornalista e tradutor, Mario de Miranda Quintana nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906. Aos 13 anos, mudou-se para Porto Alegre. Estudou no Colégio Militar. Precoce, desde a adolescência, escrevia na revista da escola. Trabalhou na editora e livraria "O Globo" e na farmácia de seu pai. Colaborou com jornais e revistas e traduziu dentre outros: Proust, Voltaire, Balzac, Virginia Woolf, Maupassant. Aos 21 anos perdeu seus pais. Aos 24 anos, morou no Rio de Janeiro por seis meses, retornando a Alegrete, até a morte. Seu primeiro livro “A Rua dos Cataventos”. Escreveu obras poéticas, e infanto-juvenis. A Linguagem simples, porém, fluida, introspectiva e, até irônica,  explorou principalmente o amor, o tempo e a natureza. Solteiro, sem filhos, viveu parte de sua vida em quartos de hotéis. No Majestic, morou de 1968 a 1980, desempregado, foi despejado e alojado no Hotel Royal, no quarto de propriedade do ex-jogador, e comentarista, Falcão. Uma amiga, contratada para fotografar no aniversário de 80 anos ao dizer a ele que o quarto era pequeno, respondeu "Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas". Ela conseguiu um apart-hotel no centro da cidade, pois, o Majestic, em 1982, teve o prédio tombado, considerado um marco arquitetônico de Porto Alegre. Em 1983 foi transformado em centro cultural, passou a chamar  “Casa de Cultura Mario Quintana”, e o quarto dele reconstruído em uma de suas salas. Indicado por três ocasiões para a Academia Brasileira de Letras, na quarta, não aceitou. Em 1980 recebeu o “Prêmio Machado de Assis” da Academia, e no seguinte, o “Prêmio Jabuti” como  Personalidade Literária do Ano. Faleceu aos 87 anos, em Porto Alegre em 5 de maio de 1994, de problemas cardíacos e respiratórios, e deixando as seguintes obras:
A Rua dos Cataventos
Canções
Sapato Florido
Espelho Mágico
Batalhão das Letras  (Infantil)
O Aprendiz de Feiticeiro
Inéditos e Esparsos
Poesias
Pé de Pilão   (Infantil)
Caderno H
Apontamentos de História Sobrenatural
Quintanares
A Vaca e o Hipogrifo 
Esconderijos do Tempo
Nova Antologia Poética
Lili inventa o Mundo  (Infantil)
Nariz de Vidro  (Infantil)
O Sapo Amarelo (Infantil)
Baú de Espantos
Preparativos de Viagem
Da Preguiça como Método de Trabalho 
Porta Giratória 
A Cor do Invisível 
Velório Sem Defunto 
Sapato Furado  (Infantil)
Eu Passarinho  (Antologia póstuma)
Água
Poema: Quarteto e Terceto

Antologias
Nova Antologia Poética 
Prosa & Verso 
Chew me up Slowly (Caderno H)
Na Volta da Esquina 
Objetos Perdidos y Otros Poemas 
Nova Antologia Poética 
Literatura Comentada 
Os Melhores Poemas de Mario Quintana
Primavera Cruza o Rio
80 anos de Poesia 
Trinta Poemas 
Ora Bolas
Antologia Poética 
Mario Quintana, Poesia Completa.

Poemas curtos em prosa
“Os verdadeiros poetas não leem os outros poetas. Os verdadeiros poetas leem os pequenos anúncios dos jornais”.
“Antes, todos os caminhos iam. Agora todos os caminhos vêm. A casa é acolhedora, os livros poucos. E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas”.
“A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”.
“O tema é um ponto de partida para um poema e não um ponto de chegada, da mesma forma que a bem-amada é um pretexto para o amor”.

Frases:
“A amizade é um amor que nunca morre.”
“Tão bom morrer de amor... e continuar vivendo.”
“A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém.”
 “Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada.”
“O verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê.”
“Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.”