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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Soneto à arte de ensinar



Longe de querer ser mais que perfeito

Procurei passar aos alunos com fervor,
Esquecendo as mágoas no meu peito
Ensinando-os a regar a flor,

Para ver o fruto germinado,
sempre com amor e atenção,
não dei meu trabalho por terminado,
pois, o faço de paixão.


O livro aberto, é consequência,

do que sou, e com respeito,
                                           não busco recompensa.

                                                      Mas, que a língua pátria do meu jeito,
                                                      tanto a escrita, como a falada,
                                                      seja eternamente amada.


quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Livro aberto


Longe de querer ser mais que perfeito
Procurei passar aos alunos com fervor,
Esquecendo as mágoas no meu peito
Ensinando-os a regar a flor,

Para ver o fruto germinado,
sempre com amor e atenção,
não dei meu trabalho por terminado,
pois, o faço de paixão.

O livro aberto, é consequência,
do que sou, e com respeito,
não busco recompensa.

Mas, que a língua pátria do meu jeito,
tanto a escrita, como a falada,
seja por eles eternamente amada.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Coração sem cabeça

Tenho um coração que não pensa,
mas, sei que a sua presença,
impacta a minha loucura,
mas, não a minha amargura.

                                                                                                           

Se pensar é doloroso,
imaginar é um tormento.
Seria eu mentiroso,
minar o meu sentimento.

Nesta angústia, não ousaria
viver de fantasia.
Se o amor já não cabe,

melhor que se acabe,
antes que o pior aconteça
e um de nós perca a cabeça.





Manhã de primavera



Manhã de primavera,
como és bela!
Manhã menina,
teus olhos brilham

me fascinam.
meu corpo clama
minha pele queima
És minha teima

Mantenho a calma,
Não tinhas alma!
Um espantalho,

pingo de orvalho, sim.
Uma lágrima desce, 
continuas em mim.



sábado, 2 de novembro de 2019

Amor Insano


Por mais que me ofereça,
não devo aceitar, desobedeço
quiçá pelo apreço,
de saber que não a mereça.

Por mais que insista, e me peça, 
dou-lhe um beijo na face e me despeço,
pareço fingir que a não conheço,
daí, fujo depressa.

Não quero que sinta a minha dor,
nada a ver com minha teima,
ela é própria de quem queima,

face um outro amor profano,
que me torna exilado de mim mesmo,
e não fundir as grades desse amor insano.


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

O Mundo do depois

Ao meu amor um grande alento,
antes só tristezas e prantos
Constantes desencantos
e agora mais atento.
vê-la alegre, sem tormento
dormindo ao acalanto
e por amar tanto
mudei meu sentimento
em forma de mensagem 
o passado de nós dois 
lançar ao vento
Curtir enfim a aprendizagem
Usufruir apenas do momento
Criar o nosso mundo do depois