segunda-feira, 1 de junho de 2020

Jorge Amado

Jorge Amado, escritor,  um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, o autor mais adaptado do cinema, teatro e televisão.  Sucessos como Dona Flor e Seus Dois MaridosTenda dos MilagresTieta do AgresteGabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra.  Jorge Leal Amado de Faria, nasceu a 10 de agosto de 1912, na Bahia. A família mudou-se para Ilhéus quando tinha um ano de idade.  Deixaram a fazenda para se estabelecer em Ilhéus, face a varíola. Viveu ali a maior parte da infância, e serviu de inspiração para vários romances. Em Salvador cumpriu os estudos, trabalhou em jornais, iniciou a vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes. Aos 19, publicou “O País do Carnaval”, seu primeiro romance. Casou-se dois anos depois, e teve uma filha, e no mesmo ano publicou o romance, “Cacau”. Aos 23, no Rio de Janeiro, formou-se em Direito na Faculdade Nacional de Direito, sendo que nunca exerceu a profissão. Do partido comunista, cuja ideologia esteve presente em várias obras, como a retratação dos moradores do trapiche baiano em Capitães da Areia, de 1937. Teve de exilar-se na Argentina e no Uruguai. Viajou pela América Latina e no retorno separou-se. Eleito em 1945 deputado federal, membro da Assembleia Nacional Constituinte, pelo PCB - Partido Comunista Brasileiro, o autor da lei, que assegura o direito à liberdade de culto religioso e da emenda que garantia direitos autorais, casando-se nesse mesmo ano,   com Zélia Gattai e dois anos depois nasceu o primeiro filho do casal. Com o PCB declarado ilegal, Jorge Amado exilou-se com a família na França, onde ficou até 1950, sendo de lá expulso. No ano anterior, morreu no Rio de Janeiro sua filha do primeiro casamento. Nos dois anos seguintes, viveu em Praga, onde nasceu a segunda filha do casal. Retornando ao Brasil em 1955 deixou a militância política, mas, não o vínculo com o PCB, mas, em 1995, já descrente dos resultados práticos do comunismo, deixa o Partido Comunista Brasileiro, com fortes críticas à ideologia, dedicando-se inteiramente à literatura, foi eleito em 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é José de Alencar e o primeiro ocupante Machado de Assis. Seus livros traduzidos para 49 idiomas, com exemplares em braile e em formato de audiolivro. Seu estilo,  o romance ficcional, não possui paralelo no Brasil. Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prémio Camões, sendo uma das mais significativas da moderna ficção brasileira, voltada essencialmente às raízes nacionais, com temas como: as injustiças sociais, o folclore, a política, as crenças, as tradições e a sensualidade do povo brasileiro. Faleceu  em Salvador, em 6 de agosto de 2001, devido a uma parada cardiorrespiratória.  Cremado, suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, no dia em que completaria 89 anos. Hoje, funciona no local a Casa do Rio Vermelho, expondo lembranças da vida do casal de escritores.

Obras:
O País do Carnaval, romance (1931)
Cacau, romance (1933)
Suor, romance (1934)
Jubiabá, romance (1935)
Mar morto, romance (1936)
Capitães da areia, romance (1937)
A estrada do mar, poesia (1938)
ABC de Castro Alves, biografia (1941)
O cavaleiro da esperança, biografia (1942)
Terras do Sem-Fim, romance (1943)
São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)
Bahia de Todos os Santos, guia (1944)
Seara vermelha, romance (1946)
O amor do soldado, teatro (1947)
O mundo da paz, viagens (1951)
Os subterrâneos da liberdade, romance (1954)
Gabriela, cravo e canela, romance (1958)
A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1959)
Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, romance (1961)
Os pastores da noite, romance (1964)
O Compadre de Ogum, romance (1964)
Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)
Tenda dos milagres, romance (1969)
Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infanto juvenil (1976)
Tieta do Agreste, romance (1977)
Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979)
Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)
O menino grapiúna, memórias (1981)
A bola e o goleiro, literatura infantil (1984)
Tocaia grande, romance (1984)
O sumiço da santa, romance (1988)
Navegação de cabotagem, memórias (1992)
A descoberta da América pelos turcos, romance (1994)
O milagre dos pássaros, fábula (1997)
Hora da Guerra, crônicas (2008

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Paulo Leminski


Paulo Leminski, escritor, professor, poeta, e crítico literário.  Paulo Leminski Filho nasceu em Curitiba, Paraná, em 24 de agosto de 1944 . Desde criança chamou a atenção pela intelectualidade. Devido a sua cultura e genialidade, inventou um jeito só seu de escrever poesia. Seus poemas brincavam com ditos populares, trocadilhos, eram breves, e abusava das gírias e palavrões,  de maneira excitante e agradável, quiçá, da influência da cultura japonesa, o haicai,  “hai = brincadeira, gracejo e kai = harmonia, realização. Com quatorze anos, ficou um ano no Mosteiro de São Bento em SP. Aos dezessete se casou. O casamento durou 7 anos. Aos 20 estreou com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari,  porta-voz da poesia concreta paulista. Aos  21  tornou-se professor de História e de Redação, e também professor de judô, chegou a faixa preta. Aos 22 classificou-se 1º lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna. Casou-se de novo em 1968 e o casal, foi morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma comunidade hippie, deixou a comunidade após nascer o primeiro, que morreu aos dez anos, vítima de um linfoma, mas, tiveram duas meninas. Em 1970 mudaram-se  para o Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para ser diretor de criação e redator publicitário,  criando habilidade de letrista e músico, suas letras  maleáveis e aparentemente ingênuas se encaixou, a música popular internacional, a Jovem Guarda e ao Tropicalismo. Muitos o consideravam  um poeta de vanguarda, ao aderir à contracultura, enquanto outros, como da geração de poetas marginais. Traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra “Catatau”. Falava inglêsfrancês, latim, grego, japonês e espanhol. Músico e letrista, recebia em sua casa diversos artistas para realizar parcerias:  Caetano Veloso, o grupo A Cor do Som,  Moraes Moreira,  Gilberto Gil,  Toninho Vaz, e outros o que lhe deu uma discografia rica e variada. Foi colunista do Jornal de Vanguarda, apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes. Estudioso da língua e cultura japonesas, publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Morreu em 7 de junho de 1989, em consequência de  cirrose hepática.

Algumas de suas obras:
Quarenta clics em Curitiba. Poesia e fotografia, com o fotógrafo Jack Pires.
Curitiba, Etecetera
Polonaises
Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase.
Tripas.
Caprichos e relaxos.
Um milhão de coisas.
Distraídos Venceremos.
La vie en close.
Winterverno .
Szórakozott Gyozelmunk (Nossa Senhora Distraída) 
O ex-estranho.
Aviso aos náufragos.
Obra em prosa
Catatau 
Agora é que são elas 
Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego 
Paulo
Descartes com lentes 
Biografias e ensaios 
Cruz e Souza..
Matsuó Bashô.
Jesus
Trotski: a paixão segundo a revolução.
Vida

Produção musical
1981- Verdura - Caetano Veloso no disco Outras palavras
1981- Mudança de estação -A cor do Som no disco Mudança de estação
1981- Valeu - Paulinho Boca de Cantor no disco Valeu
1982- Se houver céu - Paulinho Boca de Cantor no disco Prazer de viver
1982- Razão - A Cor do Som no disco Magia tropical
1990- Verdura - Blindagem no disco Blindagem
1990- Se houver céu - Blindagem no disco Blindagem
1993- Mãos ao alto - Edvaldo Santana no disco Lobo solitário
1994- Luzes - Susana Sales no disco Susana Sales
1996- Mudança de estação - A cor do Som no disco Ao vivo no circo
Gravações em parceria (Letras de Paulo Leminski e música dos parceiros)
1976- Festa Feira - com Celso Loch no disco MAPA - Movimento de Atuação Paiol
1982- Promessas demais - com Moraes Moreira e Zeca Barreto, gravação por Ney Matogrosso
1982- Baile no meu coração - com Moraes Moreira 
1982- Decote Pronunciado - com Moraes Moreira e Pepeu Gomes
1982- Pernambuco Meu - com Moraes Moreira
1983- Sempre Ângela - com Moraes Moreira e Fred Góes 
1983- Teu Cabelo - com Moraes Moreira 
1983- Oxalá - com Moraes Moreira 
1984- Mancha de Dendê não sai - com Moraes Moreira 
1984- Milongueira da Serra Pelada, O Prazer do Poder, Circo Pirado, Xixi nas estrelas, Cadê Vocês?, Coração de Vidro, Frevo Palhaço, Viva a Vitamina com Guilherme Arantes
1985- Alma de Guitarra - com Moraes Moreira 
1985- Vamos Nessa - com Itamar Assumpção
1986- Desejos Manifestos - com Moraes Moreira e Zeca Barreto 
1986- Morena Absoluta - com Moraes Moreira
1988- UTI - com Arnaldo Antunes
1990- Oração de um Suicida -com Pedro Leminski
1990- Sou legal eu sei - com Ivo Rodrigues
1990- Não posso ver - com Ivo Rodrigues
1990- Palavras - com Ivo Rodrigues
1990- Hoje - com Ivo Rodrigues
1990- Marinheiro 
1990- Quanto tempo mais - com Ivo Rodrigues 
1990- Legião de anjos - com Ivo Rodrigues
1991- Lêda - com Moraes Moreira 
1991- Morena Absoluta - com Moraes Moreira 
1992- Polonaise - com José Miguel Wisnik
1992- Subir Mais - com José Miguel Wisnik 
1993- Alles Plastik - com Carlos Careqa 
1993- Freguês Distinto - com Edvaldo Santana 
1993- Custa nada sonhar - com Itamar Assumpção
1994- Polonaise - com José Miguel Wisnik na trilha sonora do filme Ed Mort
1995- O Deus - com Edvaldo Santana e Ademir Assunção
1996- Filho de Santa Maria - com Itamar Assumpção, gravado por Zizi Possi
1997- Lua no Cinema - com Eliakin Rufino
1997- Lêda - com Moraes Moreira
1997- Mancha de dendê não sai - com Moraes Moreira
1998- Legião de Anjos - com Ivo Rodrigues
1998- Rapidamente - com Ivo Rodrigues
1995- Filho de Santa Maria - com Itamar Assumpção
1995- V. de Viagem - com Banda Beco
1995- Peso da Lua - com Banda Beco
1998- Além Alma - com Arnaldo Antunes 
1998- Dor Elegante - com Itamar Assumpção
2001- Polonaise II - com Anna Toledo
2001- A palmeira estremece - com Guca Domenico
2004- Isto - com Carlos Careqa
2007 - Além Alma - com Cassyano Correr
Literatura infanto-juvenil
Guerra dentro da gente
A lua foi ao cinema

terça-feira, 5 de maio de 2020

Mário Quintana


Mario Quintana, o “poeta das coisas simples”. Escritor, jornalista e tradutor, Mario de Miranda Quintana nasceu em Alegrete, Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906. Aos 13 anos, mudou-se para Porto Alegre. Estudou no Colégio Militar. Precoce, desde a adolescência, escrevia na revista da escola. Trabalhou na editora e livraria "O Globo" e na farmácia de seu pai. Colaborou com jornais e revistas e traduziu dentre outros: Proust, Voltaire, Balzac, Virginia Woolf, Maupassant. Aos 21 anos perdeu seus pais. Aos 24 anos, morou no Rio de Janeiro por seis meses, retornando a Alegrete, até a morte. Seu primeiro livro “A Rua dos Cataventos”. Escreveu obras poéticas, e infanto-juvenis. A Linguagem simples, porém, fluida, introspectiva e, até irônica,  explorou principalmente o amor, o tempo e a natureza. Solteiro, sem filhos, viveu parte de sua vida em quartos de hotéis. No Majestic, morou de 1968 a 1980, desempregado, foi despejado e alojado no Hotel Royal, no quarto de propriedade do ex-jogador, e comentarista, Falcão. Uma amiga, contratada para fotografar no aniversário de 80 anos ao dizer a ele que o quarto era pequeno, respondeu "Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas". Ela conseguiu um apart-hotel no centro da cidade, pois, o Majestic, em 1982, teve o prédio tombado, considerado um marco arquitetônico de Porto Alegre. Em 1983 foi transformado em centro cultural, passou a chamar  Casa de Cultura Mario Quintana”, e o quarto dele reconstruído em uma de suas salas. Indicado por três ocasiões para a Academia Brasileira de Letras, na quarta, não aceitou. Em 1980 recebeu o “Prêmio Machado de Assis” da Academia, e no seguinte, o “Prêmio Jabuti” como  Personalidade Literária do Ano. Faleceu aos 87 anos, em Porto Alegre em 5 de maio de 1994, de problemas cardíacos e respiratórios, e deixando as seguintes obras:
A Rua dos Cataventos
Canções
Sapato Florido
Espelho Mágico
Batalhão das Letras  (Infantil)
O Aprendiz de Feiticeiro
Inéditos e Esparsos
Poesias
Pé de Pilão   (Infantil)
Caderno H
Apontamentos de História Sobrenatural
Quintanares
A Vaca e o Hipogrifo 
Esconderijos do Tempo
Nova Antologia Poética
Lili inventa o Mundo  (Infantil)
Nariz de Vidro  (Infantil)
O Sapo Amarelo (Infantil)
Baú de Espantos
Preparativos de Viagem
Da Preguiça como Método de Trabalho 
Porta Giratória 
A Cor do Invisível 
Velório Sem Defunto 
Sapato Furado  (Infantil)
Eu Passarinho  (Antologia póstuma)
Água
Poema: Quarteto e Terceto

Antologias
Nova Antologia Poética 
Prosa & Verso 
Chew me up Slowly (Caderno H)
Na Volta da Esquina 
Objetos Perdidos y Otros Poemas 
Nova Antologia Poética 
Literatura Comentada 
Os Melhores Poemas de Mario Quintana
Primavera Cruza o Rio
80 anos de Poesia 
Trinta Poemas 
Ora Bolas
Antologia Poética 
Mario Quintana, Poesia Completa.

Poemas curtos em prosa
“Os verdadeiros poetas não leem os outros poetas. Os verdadeiros poetas leem os pequenos anúncios dos jornais”.
“Antes, todos os caminhos iam. Agora todos os caminhos vêm. A casa é acolhedora, os livros poucos. E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas”.
“A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”.
“O tema é um ponto de partida para um poema e não um ponto de chegada, da mesma forma que a bem-amada é um pretexto para o amor”.

Frases:
“A amizade é um amor que nunca morre.”
“Tão bom morrer de amor... e continuar vivendo.”
“A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém.”
 “Uma vida não basta ser apenas vivida: também precisa ser sonhada.”
“O verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê.”
“Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo.”




quinta-feira, 23 de abril de 2020

Maria Claro Machado


Maria Clara Machado, atriz, professora e diretora. nasceu em Belo Horizonte no dia 03 de abril 1921. Com quatro anos  veio com a família para o Rio de Janeiro. A vida na fazenda do  avô paterno, , e a morte prematura de sua mãe, aos 28 anos, grávida do sexto filho, quando ela tinha nove anos, a marcou para sempre.  Seu pai, escritor, crítico literário promovia encontro aos domingos  em sua  casa em Ipanema, onde cresceu convivendo com  Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Albert Camus, Pablo Neruda, Murilo Mendes,  Di Cavalcanti, Goeldi, Guignard, Portinari, Tonia Carrero e muitos outros. Como bandeirante, reviveu as lembranças de infância da fazenda, em aventuras pelo interior do Brasil. Com a Igreja Católica aproximou-a das senhoras do Patronato  da Gávea e trabalhou no Instituto Pestalozzi, onde escrevia histórias para o teatrinho de bonecos. Uma bolsa de estudos passou um ano em Paris, chegou a ter aulas com Charles Dullin. No retorno, juntou-se a amigos e fundaram O Tablado. Dulcina de Moraes, diretora de uma grande escola de teatro, a convidou para lecionar para  adolescentes, e a terceira idade, saindo dali centenas de atores, professores e artistas de teatro. A dramaturga infantil, fê-la ser conhecida no  mundo inteiro infantil através do fantasminha Pluft, o que tinha medo de gente. Maria Clara Machado, faleceu no Rio de Janeiro em 30 de abril de 2001.

Com uma extensa, citemos algumas de suas peças Infantis:
 O Boi e o Burro No Caminho de Belém 
 O Rapto das Cebolinhas 
 Pluft, o Fantasminha 
 O Chapeuzinho Vermelho 
 O Embarque de Noé 
 A Bruxinha Que Era Boa 
O Cavalinho Azul 
 Maroquinhas Fru-Fru 
 A Gata Borralheira 
 A Menina e o Vento 
 Ensina-me a Viver
 Este Mundo É um Hospício
COMO ATRIZ NO CINEMA:
Angela 
O Cavalinho Azul
Escritora:
 A Patota 
A raiz milagrosa, episódio de Sítio do Picapau Amarelo TV
Obras adaptadas para o cinema ou TV
Pluft, o Fantasminha 
O Cavalinho Azul 
Livros
Pluft, O Fantasminha e Outras Peças
Cavalinho Azul, O MARIA CLARA MACHADO
Dragão Verde
Clarinha na Ilha
Pacheco, O Cachorro Gigante MARIA CLARA MACHADO
Dragão Verde, O MARIA CLARA MACHADO
Clarinha na Ilha MARIA CLARA MACHADO
 A Bruxinha Que Era Boa 
 Maroquinhas Fru-Fru
 A Menina e o Vento 

terça-feira, 21 de abril de 2020

Lima Barreto


Lima Barreto,  escritor e jornalista  nasceu em 13 de maio de 1881 no Rio de Janeiro. No dia 13 de maio de 1888, enquanto a Princesa Isabel assinava em praça pública a Lei Áurea, acompanhado do pai, o menino mulato, Afonso Henriques, o aniversariante do dia, estava ali, no meio da multidão de escravos que aguardavam a liberdade.  Órfão de mãe aos sete anos. Estudou no Colégio Pedro II e ao se inscrever na Escola Politécnica, ouve de um veterano: “Onde já se viu um mulato com nome de rei de Portugal?”. Estudava pouco, lia os filósofos e publicou artigos no jornal da faculdade, com o pseudônimo de “Momento de Inércia”. Abandonou o curso, no terceiro ano. O pai enlouqueceu e teve que sustentar 3 irmãos. Passa em concurso para o Ministério da Guerra, e permanece na função de escriturário até se aposentar. No período, ingressou no jornalismo. Aos 28 anos estreia com “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, jovem mulato do interior, romance  autobiográfico, contra o preconceito racial e  sátira ao jornalismo carioca, as vezes fala como o próprio autor e não seu personagem. Reconhecidas após sua morte, suas obras se desenvolvem na primeira república, com a renovação da linguagem e da ideologia, sem constituir um movimento literário, mas de Pré-Modernismo onde se destacam Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. Lima Barreto descreve a política do final do século XIX, e o perfil social e humano dos subúrbios cariocas,  com linguagem simples e descuidada das normas gramaticais e de estilo,  mais preocupado com os fatos históricos e os costumes sociais, como se vingando da hostilidade dos escritores e do público burguês, daí poucos aceitam os contos e romances da vida cotidiana das classes populares, sem qualquer idealização, desvinculada dos padrões e do gosto vigente, e recebeu  críticas dos letrados, a ira dos meios acadêmicos e dos conservadores. Boêmio, solitário, internações em razão da bebida, suas alucinações, vão para a obra “O cemitério dos vivos”. Em “Clara dos Anjos” denunciou a desigualdade social, e o racismo sofrido pelos negros e mestiços. Em “Triste fim de Policarpo Quaresma”, sua obra principal, relata a vida de um funcionário público, nacionalista fanático, sonhador e ingênuo, que quer resolver os problemas do país e oficializar o tupi como língua brasileira. Lima Barreto faleceu prematuramente aos 41 anos, em 1º de novembro de 1922, de ataque cardíaco, face ao alcoolismo, deixando, além das citadas, outras: “Recordações do escrivão Isaías Caminha”; “Aventuras do Dr. Bogoloff”, “Numa e a ninfa”; “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá” “Os bruzundangas”; “Coisas do Reino do Jambom” e “História e sonhos”. “Feiras e Mafuás”; “Bagatelas”; “Marginália” e “Vida Urbana”.


domingo, 19 de abril de 2020

José de Alencar


José de Alencar escritor, orador, político, advogado e crítico. José Martiniano de Alencar Júnior nasceu no sítio Alagadiço Novo, Messejana, Ceará, no dia 1 de maio de 1829. Seu pai, de mesmo nome, era padre e senador, e foi duas vezes presidente da província do Ceará. A família mudou-se para o Rio de Janeiro quando ele tinha apenas 1 ano, onde viria mais tarde a exercer jornalismos, foi chefe de redação no Diário do Rio de Janeiro. Escreveu crônicas e críticas literárias. Patrono da cadeira  23 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Machado de Assis. Foi deputado representante da província do Ceará por três vezes consecutivas, e Ministro da Justiça. Eleito senador, foi  impedido de assumir por D. Pedro II por tê-lo criticado em cartas políticas abertas. Da 1ª geração de românticos no Brasil,  maior nome da prosa indianista, suas obras, em sua maioria, têm temáticas voltadas para o nacionalismo. Em “O guarani”, consolida a ideia de herói nacional no índio Peri, que salva a moça branca Cecília. Em  “Iracema” a índia virgem dos lábios de mel, apaixona-se por um rapaz português, de origem fidalga. Nos romances históricos, “As minas de prata” na busca pelo tesouro, detalha a administração colonial, e a degradação humana face a ambição e pelo poder do dinheiro. Em “Guerra dos mascates”, faz heróis os primeiros habitantes do Brasil, e inovou a língua portuguesa e valorizando uma linguagem mais nacional. Apesar de falecer prematuramente aos 48 anos, deixou muitas obras: “Cinco minutos”, “A viuvinha”, “Lucíola”, “Diva”, “A pata da gazela”, “Senhora”, e outros. Nos romances regionalistas em que aborda os costumes típicos, com os folclore, a geografia e as influências econômicas de cada região. “ O gaúcho”, “O tronco do ipê”, “O sertanejo” e “Til” , além da dramaturgia, com peças, na maioria  comédias de costumes e dramas cáusticos: “As asas de um anjo, “O demônio familiar”, “Verso e reverso”, “O crédito” e outras. Político, seus textos foram compilados em sete cartas, em uma delas, a polêmica “Carta a favor da escravidão”,  defende abertamente a manutenção do sistema escravista, sendo ele próprio um latifundiário. José de Alencar faleceu vítima de tuberculose, no Rio de Janeiro  em 12 de dezembro de 1877.


sábado, 18 de abril de 2020

Albert Einstein

O dia 18 de abril também é marcado pela morte de Albert Einstein, matemático e físico, e  uma das mentes mais brilhantes da ciência.  Albert Einstein, nasceu em 14.03.1879 na cidade de Ulm na Alemanha. Com um ano a família  mudou-se para Zurique, Suíça. Aos 6 anos  iniciou os estudos e aulas de violino. No Instituto Politécnico de Zurique,  graduou-se em física. Em 1901, seu primeiro artigo científico: “A Investigação do Estado do Éter em Campo Magnético”. Dois anos depois, casou-se e nasceram seus três filhos. Ao concluir doutorado em 1905, encaminhou para a revista “Anais de Física” quatro artigos com a formulação inicial da Teoria da Relatividade. Inédita visão do Universo, propondo a equivalência entre massa e energia. Foi professor de física nas Universidades de Zurique e Praga. Em 1919 alcançou notoriedade mundial, após comprovação de sua teoria em experiência feita durante um eclipse solar. Em 1921 lecionava na Escola Politécnica Federal da Suíça, recebeu o Prêmio Nobel de Física pelo efeito fotoelétrico. Foi professor da Universidade de Berlim e diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física ei membro da Academia de Ciências da Prússia. Em novembro de 1925 após uma década em busca do entendimento da gravidade dava sua pesquisa como concluída.  A “Teoria da Relatividade Geral” trouxe uma nova visão para as interações entre matéria, espaço, tempo, energia e gravidade, consagrando-se como o criador de uma das mais importante descobertas intelectuais da humanidade. No Brasil esteve no Rio de Janeiro. Quando o nazismo dominou a Alemanha, abriu mão de seus cargos e mudou-se para os EUA onde lecionou e chegou a diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton. Às vésperas da II Guerra, alertou os EUA sobre a Alemanha estar desenvolvendo uma arma atômica. Em 1940 recebeu a cidadania norte-americana. Palestrante em congressos sobre física, publicou mais muitos trabalhos e obras científicas. Em prol da paz mundial, fez várias viagens ao redor do mundo, mas, sofria de arteriosclerose e faleceu após complicações da doença no dia 18 de abril de 1955, em Princeton nos Estados Unidos, e seu sobrenome “Einstein” continua como sinônimo de inteligência e genialidade.


Monteiro Lobato

O dia 18 de abril, dia Nacional do Livro Infantil é uma homenagem àquele que se dedicou a escrever sobretudo para as criança: Monteiro Lobato.  José Renato Monteiro Lobato, 
nasceu em Taubaté, então província de São Paulo em 18.04.1882. Formado em Direito, contudo, mas, sua vocação era mesmo a  pintura, a fotografia e as letras. Um dos primeiros escritores brasileiros e latino-americanos a escrever para crianças. Fundou a “Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato", lançando a indústria editorial no Brasil, já  que livros eram impressos apenas no exterior. Dominou o mercado livreiro, mas, sem apoio do governo, e a crise energética no período, faliu. No Rio de Janeiro, criou o Sítio do Pica Pau Amarelo, e os Trabalhos de Hércules, uma saga de 39 histórias foram traduzidas para: francês, italiano, inglês, alemão, espanhol, japonês e árabe. Nos EUA em missão diplomática, reside por 4 anos e constata o lento desenvolvimento brasileiro comparado ao americano. No retorno, imprime projetos de empresas de ferro e petróleo  no intuito de desenvolver o país economicamente. Escreveu dois livros “Ferro” (1931) e “O Escândalo do Petróleo” (1936), e por criticar a política do governo  é preso por 6 meses, continuando a ser inclusive  pela Igreja Católica, pelo livro “História do Mundo Para as Crianças” dito comunista para criança. Com a história de “Zé Brasil”, acusa o então presidente  de querer implantar uma nova ditadura. Dias antes de morrer, pobre, doente e desgostoso, em uma entrevista diz a frase que ficou famosa: “O Petróleo é nosso”!  Faleceu em 04.07.1948. Apesar da sua luta, suas obras formaram as crianças daquele Brasil.
Ideias de Jeca Tatu, conto
Urupês, conto 
Cidades Mortas, conto
Negrinha, conto 
O Saci, literatura infantil 
Fábulas de Narizinho, literatura infantil 
Narizinho Arrebitado, literatura infantil 
O Marquês de Rabicó, literatura infantil 
O Macaco que se fez Homem, romance 
Mundo da Lua, romance 
Caçadas de Hans Staden, literatura infantil
Peter Pan, literatura infantil 
Reinações de Narizinho, literatura infantil 
Viagem ao Céu, literatura infantil 
Caçadas de Pedrinho 
Emília no País da Gramática, literatura infantil 
História das Invenções, literatura infantil (1935)
Memórias da Emília, literatura infantil (1936)
Histórias de Tia Nastácia, literatura infantil (1937)
Serões de Dona Benta, literatura infantil (1937)
O Pica-pau Amarelo, literatura infantil (1939)
Fábulas de Monteiro Lobato
O Cavalo e o Burro
A Coruja e a Águia
O Lobo e o Cordeiro
O Corvo e o Pavão
A Formiga Má
A Garça Velha
As Duas Cachorras
O Jaboti e a Peúva
O Macaco e o Coelho
O Rabo do Macaco
Os Dois Burrinhos
Os Dois Ladrões
A caçada da Onça

domingo, 5 de abril de 2020

Lucinda Riley


Lucinda Riley , ex-atriz e autora, nasceu na Irlanda em 14 de fevereiro de 1971. Até os 6 anos residiu em Drumbeg, cidade do interior, perto de Belfast, depois mudou-se para Londres. Aos 14 anos, fez teatro e ballet e dois anos depois conseguiu seu primeiro papel na TV em “A História dos Caçadores de Tesouros”. Com o DNA na família, a mãe ex-atriz, a avó cantora de ópera, o tio iluminador chefe da Royal Opera House, obteve um papel memorável como convidado em Auf Wiedersehen Pet. Casada com Sthefen Riley, por causa da  mononucleose
, herpes simples, conhecida como doença do beijo, começa a escrever ainda na cama “Lovers and Players”. Um agente lê e lhe oferece um contrato de 3 livros. O casal tem 4 filhos. Com L.E.R., lesão por esforço repetitivo, compra um dictafone e “escreve” ao ar livre, com os filhos rindo,  pois, dita até as pontuações. Em quando contemplava as estrelas, veio a inspiração de criar a série baseada nas Plêiades. A produtora Raffaella De Laurentiis compra os direitos de TV de sua série de cinco romances Seven Sisters (As Sete Irmãs). História das irmãs adotadas que cruzam o planeta em busca de seus passados e um pai misterioso chamado Pa Salt, inspirado no seu pai, já falecido, pois que viajava, ficando muito tempo fora de casa e ao retornar, trazia um presente exótico de algum lugar, a ensinava que todo ser humano  merece o mesmo respeito, seja um rei ou faxineiro, a história torna-se um fenômeno global e suas obras traduzidas para muitos países, já venderam milhões de exemplares.

Bibliografia  como Lucinda Edmonds
Amantes e Jogadores 
Beleza Escondida
Encantado 
Não é um anjo
Aria 
Perdendo Você 
Brincando com fogo 
Vendo Dobro 
Bibliografia como Lucinda Riley
Flor da estufa 
A Garota do Penhasco 
A luz por trás da janela 
A Rosa da Meia-Noite
A Árvore dos Anjos 
A Garota Italiana 
The Olive Tree (ou Helena's Secret )
The Love Letter (reescrita de Seeing Double )
The Butterfly Room 
A série das sete irmãs 
As Sete Irmãs 
A Irmã da Tempestade 
A Irmã das Sombras 
A Irmã das Pérolas 
A irmã da lua 
A irmã do sol 
Filmografia 
A História dos Caçadores de Tesouros 
Auf Wiedersehen, Pet 
Saltando na fila
Filmografia 
A História dos Caçadores de Tesouros 
Auf Wiedersehen, Pet 
Saltando na fila 



sábado, 4 de abril de 2020

J. K. Rowling


J. K. Rowling, é uma escritora britânica.  Joanne Rowling nasceu em Yate, Inglaterra, em 31 de julho de 1965, seu nome de nascença, recebeu um "K" de Kathleen de sua avó paterna. Seus pais adeptos da leitura, possuíam muitos livros e desde criança dizia que seria escritora, tanto que aos 6 anos escreveu seu primeiro livro de ficção "A História de Um Coelho Chamado Coelho". Estudou Línguas Clássicas e Literatura Francesa. Na França fez curso de especialização. Trabalhou como pesquisadora da Anistia Internacional em Londres e durante uma viagem de trem, começou a escrever e quando desembarcou, já definira vários personagens e disse depois:"Harry Potter simplesmente entrou na minha cabeça inteiramente formado". Deixou o cargo de pesquisadora e foi para o Porto, Portugal, lecionar inglês, sem dar tréguas a escrita. Frequentava a Livraria Lello, que a inspirou a criação de “Floreios e Borrões” , onde os pequenos magos compravam os livros escolares. Casou com o português Jorge Arantes,  e nasceu Jessica, no ano seguinte se separou, indo residir  com a filha em Edimburgo, na Escócia, onde residia sua irmã. Sem trabalho, recorre à ajuda social, face a recusa de várias editoras, até que a editora Bloomsbury publica em 1997,  o primeiro livro da série Harry Potter  intitulado “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, com a história de um bebê, deixado na porta da família Dursley, com uma carta qua contava quem era ele, e os mistérios de sua sobrevivência após seus pais serem mortos em duelo. Jovem descobre ser um bruxo, tendo de ser educado na escola de bruxaria de Hogwarts, para derrotar terrível feiticeiro. Sucesso de venda, recebe o prêmio "O Livro Infantil do Ano", da British Book Awards. J.K.Rowlin publicou um total de sete livros da série, traduzidos para a maioria dos idiomas e vendeu milhões de exemplares em todo o mundo, dos 6 livros foram  produzidos 8 filmes.

Obras da série
Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997)
Harry Potter e a Câmara Secreta (1998)
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (1999)
Harry Potter e o Cálice de Fogo (2000)
Harry Potter e a Ordem de Fênix (2003)
Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2005)
Harry Potter e as Relíquias da Morte (2007)

Outras Obras
Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (2001)
Uma Morte Súbita (2012)
O Chamado do Cuco (2013)
Histórias de Hogwarts: Poder Político e Poltergeists Petulantes (2016)
Hogwarts: Um Guia Imperfeito e Impreciso (2016)
Animais Fantásticos (2018)
Como  Robert Galbraith, pseudônimo publicou:
O Bicho-da-Seda (2014)
Vocação Para o Mal (2015)
Branco Letal (2018)