quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Milan Kundera



Milan Kundera, escritor tcheco, tradutor, professor e teatrólogo, um dos mais consagrados escritores do século XX, nasceu em Brno, antiga Tchecoslováquia, atual República Tcheca, no dia 1 de abril de 1929. Filho de pianista, aprendeu a tocar piano, estudou música e composição musical, que influenciaram sua obra literária. Começou a escrever ainda no ensino médio. Estudou literatura e estética, e Cinema. Filiado ao Partido Comunista, inicialmente por  2 anos, sendo expulso por supostas atividades contra o partido, e volta a se filiar 6 anos depois. Em 1967, casa-se com Vera Hrabankova. Se envolve com os acontecimentos da “Primavera de Praga”, movimento que pretendia “humanizar” o Partido Comunista. A Tchecoslováquia é invadida pelo exército soviético em uma tentativa de reprimir o movimento reformista.
Milan Kundera por fazer frente ao totalitarismo da União Soviética, perde seu cargo de professor e seus livros retirados de circulação. Em 1970 é definitivamente expulso do Partido. Vai residir na França. Leciona literatura na Universidade de Rennes. Publica “O Livro do Riso e do Esquecimento”.  Leciona na Ecole des Hautes Études de Paris, e  ganha a cidadania francesa. Sua obra prima “A Insustentável Leveza do Ser”, retrata a história de quatro personagens, vivendo em tensão política em Praga com a invasão russa de 1968,  adaptada para o cinema, recebe duas indicações ao Oscar. Apenas em 2006, sua obra “A Insustentável Leveza do Ser” foi publicada pela primeira vez na República Checa, sendo homenageado no ano seguinte com o Prêmio Nacional Tcheco de Literatura, e alegando problemas de saúde, não compareceu. Sua obra “A Imortalidade”, diferentemente da anteriores, voltadas para o universo social e político da República Checa, é explicitamente filosófica, como sendo uma segunda fase de Kundera, que afirma desejar ser visto como um romancista em termos gerais e não um escritor político. Ao entrelaçar digressões e ensaios filosóficos, quiçá,  inspirado em Robert MusilHenry Fielding e na prosa do filósofo Friedrich Nietzsche.


Obras:

Man, a Wide Garden (1953)
O Último Maio (1955)
Monólogos (1957)
A Brincadeira (1967)
Risíveis Amores (1968)
A Vida Está em Outro Lugar (1969)
A Valsa do Adeus (1976)
O Livro do Riso e do Esquecimento (1979)
A Insustentável Leveza do Ser (1984)
A Imortalidade (1990)
Os Testamentos Traídos (1993)
A Lentidão (1994)
A Identidade (1998)
A Ignorância (2000)
Um Encontro (2009)
A Festa da Insignificância (2013)

Frases:


“A armadilha do ódio é que ele nos prende muito intimamente ao adversário.”

“O homem pode por fim à sua vida, mas não à sua imortalidade.”

“Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado.”

“Aquilo que não é conseqüência de uma escolha não pode ser considerado mérito ou fracasso.”

“O amor não se manifesta no desejo de fazer amor com alguém, mas no desejo de partilhar o sono.”



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