Milan Kundera, escritor tcheco, tradutor, professor
e teatrólogo, um dos mais consagrados escritores do século XX, nasceu em Brno,
antiga Tchecoslováquia, atual República Tcheca, no dia 1 de abril de 1929.
Filho de pianista, aprendeu a tocar piano, estudou música e composição musical,
que influenciaram sua obra literária. Começou a escrever ainda no ensino médio.
Estudou literatura e estética, e Cinema. Filiado ao Partido Comunista, inicialmente
por 2 anos, sendo expulso por supostas
atividades contra o partido, e volta a se filiar 6 anos depois. Em 1967,
casa-se com Vera Hrabankova. Se envolve com os acontecimentos da “Primavera de
Praga”, movimento que pretendia “humanizar” o Partido Comunista. A
Tchecoslováquia é invadida pelo exército soviético em uma tentativa de reprimir
o movimento reformista.
Milan Kundera por fazer frente ao totalitarismo da União
Soviética, perde seu cargo de professor e seus livros retirados de circulação.
Em 1970 é definitivamente expulso do Partido. Vai residir na França. Leciona
literatura na Universidade de Rennes. Publica “O Livro do Riso e do
Esquecimento”. Leciona na Ecole des
Hautes Études de Paris, e ganha a
cidadania francesa. Sua obra prima “A Insustentável Leveza do Ser”, retrata a
história de quatro personagens, vivendo em tensão política em Praga com a
invasão russa de 1968, adaptada para o
cinema, recebe duas indicações ao Oscar. Apenas em 2006, sua obra “A
Insustentável Leveza do Ser” foi publicada pela primeira vez na República Checa,
sendo homenageado no ano seguinte com o Prêmio Nacional Tcheco de Literatura, e
alegando problemas de saúde, não compareceu. Sua obra “A Imortalidade”, diferentemente da anteriores, voltadas para o
universo social e político da República Checa, é explicitamente filosófica, como
sendo uma segunda fase de Kundera, que afirma desejar ser visto como um
romancista em termos gerais e não um escritor político. Ao entrelaçar
digressões e ensaios filosóficos, quiçá, inspirado em Robert Musil, Henry Fielding e na prosa do filósofo Friedrich Nietzsche.
Obras:
Man, a Wide Garden (1953)
O Último Maio (1955)
Monólogos (1957)
A Brincadeira (1967)
Risíveis Amores (1968)
A Vida Está em Outro Lugar (1969)
A Valsa do Adeus (1976)
O Livro do Riso e do Esquecimento (1979)
A Insustentável Leveza do Ser (1984)
A Imortalidade (1990)
Os Testamentos Traídos (1993)
A Lentidão (1994)
A Identidade (1998)
A Ignorância (2000)
Um Encontro (2009)
A Festa da Insignificância (2013)
Frases:
“A armadilha do ódio é
que ele nos prende muito intimamente ao adversário.”
“O homem pode por fim à
sua vida, mas não à sua imortalidade.”
“Não existe meio de
verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo
é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena
sem nunca ter ensaiado.”
“Aquilo que não é
conseqüência de uma escolha não pode ser considerado mérito ou fracasso.”
“O amor não se manifesta
no desejo de fazer amor com alguém, mas no desejo de partilhar o sono.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário