quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Maestro Villa-Lobos


 Heitor Villa-Lobos                                         compositormaestrovioloncelistapianista e violonista brasileiro, nasceu 5 de março de 1887 no Rio de Janeiro. Aos 13 anos, ficou órfão de pai,  passou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes. Inquieto, buscou inspiração pelo interior do Brasil. Foi casado e não teve filhos, deixou a esposa para viver um relacionamento amoroso até o final dos seus dias. Residiu no exterior e suas primeiras composições, de estilo europeu, trazia a influência de Puccini, pelo modernismo da Escola de Frankfurt. Com a experiência descobre uma linguagem própria, que se firma nos bailados Amazonas e Uirapuru,   desenvolvendo um projeto educacional, com destaque para o Canto Orfeônico, preocupado com ineficiente educação musical nas escolas brasileiras, conseguiu que o governo  aprovasse seu projeto de educação e retorna ao país, para morar definitivamente no Brasil. Os “12 estudos”, a maior obra para violão composta no século XX,  revolucionou o repertório internacional do instrumento, então restrito aos espanhóis e a herança do alaúde. Dedicados a Segóvia, que passou a tocá-los em todo o mundo, passou a ser a bíblia dos violonistas modernos, quer pela dificuldade, pela beleza, o desafio, ou por sua brasilidade. O maestro não defendeu e nem se enquadrou em nenhum movimento, ficou muito tempo desconhecido do público no Brasil . As severas críticas, quiçá por certa soberba, que pode-se resumir em duas frases: "Eu não uso o folclore, eu sou o folclore”,  "eu não estou aqui pra aprender, mas sim para mostrar o que eu até então construí", não obstaram seu percurso, vindo a alcançar grande reconhecimento em nível nacional e internacional. Prolífico, escreveu mais de 2000 obras.  Descobriu uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil. Suas obras voltadas para as culturas regionais brasileiras, impregnadas de elementos das canções populares e indígenas e influenciadas pela música folclórica, como por elementos estilísticos da tradição clássica europeia. Em suas obras há combinações inusitadas de instrumentos, arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular e imitação de cantos de pássaros.  Recebeu entre outros, o título de mais importantes: Doutor Honoris pela Universidade de Nova Iorque, foi fundador e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Música, e retratado nos filmes Bachianas Brasileiras: Meu Nome É Villa-Lobos (1979), O Mandarim (1995) e Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão (2000), além de aparecer pessoalmente no filme da DisneyAlô, Amigos (1940), ao lado do próprio Walt Disney. Faleceu em 17 de novembro de 1959. Antes de partir disse: “É triste a gente morrer, ter alguns dias de vida e séculos de música na cabeça! Você sabe que eu tenho séculos de música na minha cabeça?”.
Obras:
dia 13
dia 15
dia 17
Segunda Sonata
O Ginete do Pierrozinho
Terceiro Trio
Segundo Trio
Festim Pagão
Historietas: Lune de Octobre; Voilà la Vie; Je Vis Sans Retard, Car vite s'écoule la vie
Valsa mística (simples coletânea)
Solidão
Segunda Sonata
Rondante (simples coletânea)
Cascavel
Camponesa cantadeira (suíte floral)
A Fiandeira
Terceiro Quarteto
Num Berço Encantado (simples coletânea)
Danças Africanas
Dança Inferugnal e Quatuor (com coro feminino)

Música Orquestral
12 sinfonias (1916–1957)
Uirapuru (1917)
Amazonas (1917)
Choros
nº 6 (1926)
nº 8 (1925)
nº 9 (1929)
nº 10 - Rasga o Coração
nº 11 (1928)
nº 12 (1929)
Bachianas brasileiras
nº 1 (1930) para 12 violoncelos
nº 2 (1930) para orquestra
nº 3 para piano e orquestra (1938)
nº 4 (1936) para piano ou para orquestra
nº 5 (1938–1945) para soprano e 8 violoncelos
nº 6 (1938) para flauta e fagote
nº 7 (1942) para orquestra
nº 8 (1944)
nº 9 (1945) para orquestra e choro
Erosão (1950)
Odisseia de uma Raça (1953)
Gênesis (1954)
Emperor Jones (1956)
Momo Precoce para piano e orquestra (1929)
5 concertos para piano e orquestra (1945, 1948, 1957, 1954, 1954)
Martírio dos Insetos para violino e orquestra (1925)
2 concertos para violoncelo e orquestra (1913, 1955)
Concerto para Violino e Orquestra (1951)
Concerto para Violão e pequena orquestra (1951)
Concerto para Harpa e Orquestra (1953)
Concerto para Harmônica e Orquestra (1953)
Ciranda das Sete Notas para fagote e orquestra (1953)
Fantasia para Violoncelo e Orquestra (1945)
Concerto grosso (1958)
Piano
Danças Características Africanas (1914)
Prole do Bebê nº 1 (1918)
Prole do Bebê nº 2 (1921)
Lenda do Caboclo (1920)
Caixinha de Música Quebrada
Rudepoema (1926)
Choro nº 5 (1926)
Cirandas (1929)
Saudades das Selvas Brasileiras (1927)
Valsa da Dor (1930)
Ciclo Brasileiro (1936)
As Três Marias (1939)
Hommage à Chopin (1949)
Música de câmara
17 quartetos de cordas (1915–1957)
3 trios para piano, violino e violoncelo
Sexteto Místico (1917)
Quarteto Simbólico (1921)
Trio para oboé, clarinete e fagote (1921)
Noneto (1923)
Quarteto de sopros (1928)
Quinteto em Forma de Choros (1928)
Bachiana nº 1 para conjunto de violoncelos (1930)
Bachiana nº 6 para flauta e fagote (1938)
Trio de cordas (1945)
Duo para violino e viola (1946)
Assobio a Jato (1950)
Fantasia Concertante (1953)
Duo para oboé e fagote (1957)
Quinteto instrumental (1957)
Violão
Choro nº 1 (1924)
12 Estudos (1924–1929)
5 Prelúdios (1940)
Suíte Popular Brasileira (5 peças) (1908–1912 e 1923)
Música vocal
Canções típicas brasileiras (1919)
Guia Prático (1938)
Serestas (1925)
Bachiana nº 5 (1938–1945) para soprano e 8 violoncelos
A Floresta do Amazonas (1958)
Modinhas e canções (1933–1942)
Poema de Itabira (1942)
Música Coral
Vida Pura, oratório (1919)
Descobrimento do Brasil, 4 suítes (1937)
Missa de São Sebastião (1937)
Bendita Sabedoria (1958)
Magnificat (1958)
Música Dramática
Izaht, ópera (1912/1918)
Magdalena, opereta (1947)
Yerma, ópera (1956)
A Menina das Nuvens, ópera bufa (1958)


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