Rachel de Queiroz, escritora, tradutora e teatróloga,
primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras e a primeira
mulher a receber o Prêmio Camões. nasceu, em Fortaleza, Ceará, no dia 17 de
novembro de 1910. Aos 6 anos, a família foi morar no Rio de Janeiro para fugir
de uma das maiores secas da região nordeste. Retornam à Fortaleza três anos
depois. Aos 15 anos é diplomada professora, e aos 17, com o pseudônimo de Rita
de Queluz, escreve uma carta para o jornal “O Ceará”, ironizando o concurso de
Rainha dos Estudantes e o jornal a contrata e passa a publicar o folhetim
“História de um Nome”. Com vinte anos, o país se deu conta de quem era Rachel
de Queiroz. O romance "O Quinze", coloca o tema da grande seca de
1915 e expõe o drama da miséria e a seca. Lançado na Segunda fase do Modernismo
representou um importante impulso para o “Romance Regionalista de 30”. Pela repercussão
viajou ao Rio de Janeiro para receber o “Prêmio Fundação Graça Aranha”. Nesse
mesmo ano, conhece integrantes do Partido Comunista Brasileiro. Retorna à
Fortaleza, e fortalece o partido no Nordeste. Muda-se para o Rio de Janeiro, em
1932 e se casa com o poeta José Auto da Cruz Oliveira. Ficaram casados até
1939. Tiveram uma filha, Clotilde, que faleceu com 18 meses, vítima de
septicemia. Em 1940, casou-se com o médico Oyama de Macedo, até sua viuvez em
1982. “João Miguel”, publicado em 1932, romance
que ainda enfoca a seca e o coronelismo no Nordeste. É presa, por três meses, em
1937, por defender ideias esquerdistas. Publica “O Caminho das Pedras”, com temática
política, os métodos de educação e exalta a participação feminina na vida
pública. Colabora com os jornais: “Diário de Notícias”, “O Jornal” e a revista
“O Cruzeiro”, onde publicou, em quarenta edições, em folhetins, o romance “O
Galo de Ouro”. A partir de 1988, tem um semanal no “O Estado de São Paulo” e o
“Diário de Pernambuco”. As mais de duas mil crônicas, são reunidas e publicadas
em diversos livros. Para o teatro escreveu peças, dentre elas: “A Beata Maria
do Egito” em1958. Como tradutora trabalhou em mais de quarenta obras. Participou
da 21ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 1966, como delegada do Brasil, na
Comissão dos Direitos do Homem. Integrou o quadro de sócios Efetivos da
Academia Cearense de Letras. Em 1977 foi eleita para a Academia Brasileira de
Letras. ocupando a cadeira nº. 5. Em 1992, com 82 anos, publicou “Memorial de
Maria Moura”, que conta a vida de uma órfã, envolvida em brigas com seus
primos, por uma questão de herança de terras, o estilo narrativo, à maneira de
uma telenovela, foi adaptada para a minissérie “Memorial de Maria Moura”. Rachel
de Queiroz faleceu em sua casa no Rio de Janeiro, de um ataque cardíaco, no dia
4 de novembro de 2003.
Obras de Rachel de Queiroz
O Quinze, 1930
João Miguel, 1932
Caminho de Pedras, 1937
As Três Marias, 1939
A Donzela e a Moura Torta, 1948
O Galo de Ouro, 1950
Lampião, 1953
A Beata Maria do Egito, 1958
Cem Crônicas escolhidas, 1958
O Brasileiro Perplexo, 1964
O Caçador de Tatu, 1967
O Menino Mágico, 1969
Dora, Doralina, 1975
As Menininhas e Outras Crônicas, 1976
O Jogador de Sinuca e Mais Historinhas, 1980
Cafute e Pena-de-Prata, 1986
Memorial de Maria Moura, 1992
Cenas Brasileiras, 1995
Nosso Ceará, 1997
Tantos Anos, 1998
Memórias de Menina, 2003
Pedra Encantada, 2011
Prêmios
Prêmio Machado de Assis (1957) pelo conjunto de sua obra,
Prêmio Nacional de Literatura de Brasília pelo conjunto de
obra (1980),
Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará (1981),
Medalha Rio Branco, do Itamarati (1985),
Prêmio Luís de Camões (1993), sendo a primeira mulher a receber essa
honraria,
Doutor Honoris Causa, pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro
(2000).
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