segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vanguarda



Na mídia mais uma estatística, (colei abaixo), para a qual não teria dado importância, não por desconfiar delas, mas, por me fazer voltar no tempo, em que os olhos de  menino, via o pai cuidar da plantação de laranjas, tendo um dia perguntado o que era ser um milionário, e ele me respondeu que era os que atingiam um milhão de cruzeiros.
Temi por ele querer saber a razão da pergunta, mas, continuou a sua tarefa.
A razão seria vê-lo acordar antes do sol, e num país essencialmente agrícola, não entender a razão de trabalhar dia e noite, em mais dois empregos para sustentar a família.
O dólar como parâmetro,  hoje milionários teriam que atingir dois milhões de reais, livres, sem inclusão de bens móveis ou imóveis.
Se nossa moeda mudou várias vezes de nome, as laranjas continuaram as mesmas frutas cítricas, femininas, que  com as mãos acariciávamos para chupá-las até no pé;
mas, fruto da relação promíscua de uma desclassificada classe política, criam "os laranjas", moeda não só de troca, mas, onde se vendem e se compram, e não adotam cestos, como àquelas, além de malas, adotam meias e cuecas, como meio de  vitaminar egos, em detrimento das creches,  escolas e hospitais, dos professores, médicos, da segurança de nossas fronteiras, onde faz crescer o tráfico de armas e drogas, como o  "crack", que não Garrinchas e Pelés, que pena!.
Nunca na história deste país, políticas populistas,  utilizaram estes “laranjas”, para calar sindicatos, UNEs, ONGs, partidos, até os de oposição, se é que temos, e a vitamina C é receitada na encolha, até para o judiciário.
Pobres leigos, desnutridos de educação, que sufragam seus votos como hóstias, como a livrar-se do pecado, dos velhos votos de cabresto, travestidos de bolsas disto ou daquilo.
Pobres homens cabideiros de plantão, que introduzem seus votos, como dízimo, passada as eleições, percebem que aquele a mais no contracheque, vai  para o leão, senão na bitributação, ou um terço para o bolso de quem os indicou.
Pobre nação de "alzheimados", mantenedores de profissionais da política, que legislam em causa própria,  se aposentam pelo teto, e  os verdadeiros sem tetos, (aqueles sem patrocínio), aguardam na fila do minha casa, e os aposentados da fila do minha morte, sujeitam-se aos pedágios, aos fatores previdenciários, e a falácia de um déficit induzido.
Pobre nação do silêncio, onde órgãos do Estado, viram garotas propagandas, e o desvio de verbas na propaganda oficial,  faz a mídia calar, ou notícias de que pagamos a dívida externa (escondem  os números da interna), e auto suficientes em petróleo, somente para inglês ver. 
O PIB é projetado para cima, e a infração para baixo, e o povo, não atenta,  se contenta, quando informam como agora que o mercado reduziu a previsão do PIB, ainda no mês seis, pela consecutiva oitava vez.
Anos em céu de brigadeiro, com oportunidade de crescermos, dizer ao mundo que o importante nem sempre é ser 1º, mas, melhores em educação, saúde, segurança e sustentabilidade, não  patrocinar uma  Rio+20, onde não se fez nada,  salvo o marketing do +20, para isto eles são bons, evitando comparações  com a Eco 92,  em que nada se fez.
Somos únicos, onde a poeira do  muro de Berlim, ainda afeta alguns que cultuam, não os  ilhados, mas, o que dita a dor; aqui se vota, lá, nem isto. Nossos jovens barbudos quando sem palanques,  aprenderam guerrilhas, e não o vernáculo, pois, o que importava era  ser contra os Yankes, mesmo que de óculos ray ban e calças jeans,  já que  míopes, não enxergam  a distância, bem acentuada nesta estatística, dos números  de um G20, afinal quanto mais rico o país, mais milionários.
Não bastassem 20 anos perdidos, (com a dita revolução) e com + 12, não priorizam a educação, e, como os gatos encobrem para não feder mais. Acertam quando afirmam os dois lados, que guerra é guerra, mas, incoerentes, ao combatem a tortura, mas, deram fim, aos próprios companheiros.
A dor e o medo não nos leva a nada, e nada se leva de um Brasil partido, sem partidos, onde já descarregou no macaco, e hoje chora, como o próprio palhaço.
Num país do faz de conta, gozação por gozação, o Mussum,  diria: se “vivis” - "Cacildis! Como que a gentis quer assentis no G20, se tamos pendurados no BRICS, e desse jeitis o B cai fora, só os RICS vão ficando mais RICS e nós cada vez mais PIBres!”
Há anos aguarda-se por um novo código penal, e integramos hoje o G4 - a 4ª maior população carcerária do mundo, com tendência de subir, com 1.500 milhão de desempregados.
Enquanto juízes dizem que ganham pelo que  fazem, o governo paga pelo preso, o que não paga ao professor, e aos médicos, sofrem com a epidemia dos convênios e universidades, enquanto farmácias proliferaram a cada esquina, e nos hospitais  piso frio, vira maca, UPA! 
Perde-se oportunidades de mostrar ao mundo, sem  quedas de braço, com  países que mesmo na crise, estão bem acima de nós, nesta Rio+20, o que importava era o  BR, não BR da estatal, uma das garota propaganda do governo, mas, BR de Brasil com S, e dizer ao mundo que somos BR+verde, BR+água, BR+Sol, e em sUSTENTABILIDADE, somos VANGUARDA.

         O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.  
                                                                                               Martin Luther King.


     
1º.
EUA
3,068 milhões
2º.
Japão
1,822 milhão
3º.
Alemanha
951 mil
4º.
China
562 mil
5º.
Reino Unido
441 mil
6º.
França
404 mil
7º.
Canadá
280 mil
8º.
Suíça
252 mil
9º.
Austrália
180 mil
10º.
Itália
168 mil
11º.
Brasil
165 mil

Um comentário: